segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Doce Mistério da Vida


Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh'alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor

- Maria Bethânia

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Medo da Liberdade

A coragem, que do medo nasce, recusa-se à nascer.
O medo impera e governa sob o teu ser.
A verdade, assim como a vida, é muito almejada
Mas em verdade, a verdade é muito mal interpretada.

A verdade, querida, desejada e até mesmo aclamada.
É buscada com afinco e empenho até ser encontrada.
Localizada, constatada e observada, novamente é mal interpretada. Negada, renegada e repudiada a verdade é, ao ser contemplada.

Pelo medo perdida ela é, para novamente ser buscada.
Eludida e iludida, muito questionada e pouco entendida.
A verdade é uma só, por mais que subjetiva.

A verdade é a liberdade. Liberdade é o que dá medo.
Não ter a quem culpar por suas falhas.
Aceitar e reconhecer as próprias imperfeições.

Liberdade é, antes de mais nada, assumir a própria condição.

Seja ela qual for.








quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Medo

        Todo mundo já sentiu medo em algum momento da vida, por causa dos mais variados motivos. O medo é um dos sentimentos mais poderosos que existem no Homem, porém ele é um sentimento muito mal interpretado.
        O medo é um combustível, a matéria prima para que outros sentimentos possam nascer. É através do medo que sentimentos de polaridade negativa, como raiva, ira, ódio, frustração, reclusão, exclusão, inveja e timidez, nascem e crescem. O medo alimenta esses sentimentos como uma mãe alimenta seu filho recém-nascido, e quando a pessoa menos espera ela já está manifestando tais sentimentos de baixa vibração.
        Sendo um combustível para vários sentimentos negativos, o medo também pode ser um gerador de boas vibrações e um estimulador de bons sentimentos. A expansão das relações interpessoais pode se dar através do medo de ser excluído socialmente no meio em que se vive, a corrida pela vitória se dá por causa do medo da derrota, a coragem para se enfrentar uma situação nasce do medo de fracassar perante o desafio que nos é imposto; até mesmo o amor, um sentimento tão mal compreendido quanto o medo, pode nascer do medo de ser incapaz de amar, ou do medo de não ser amado. 
        Como é possível ver, o medo é uma ferramenta muito poderosa. É o medo que aguça os instintos mais primitivos do Homem, é o medo da fome que levou o homem primitivo à caçar, é o medo da morte que leva o Homem moderno à buscar uma vida intensa. O medo não é apenas um combustível para sentimentos, mas também uma poderosa ferramenta nas mãos do sábio, porque é atravéz do medo, e da superação do medo, que se alcança a transformação de um fracassado em um vitorioso!
        Muitas pessoas culpam o medo que sentem por não compreendê-lo perfeitamente, muitas pessoas chegam até mesmo a mentir para si mesmas e tentar negar o próprio medo, na vã tentativa de fortalecer seu ego com uma falsa sensação de vitória, e estas mesmas pessoas se compadecem em dor e frustração quando percebem que por mais que mascarem seus medos, eles ainda estão lá, vivos e vibrantes, crescendo cada vez mais dentro delas.
        Controlar seu próprio medo é algo muito difícil, é tão efêmero quanto querer controlar o amor que se sente, ou limitar uma paixão que transborda dentro de si. Controlar o medo não é uma opção sábia, mas controlar a si mesmo diante de seus medos, esta sim é uma opção válida e que tende a ser muito mais bem sucedida.
        Então você deve se perguntar: "Mas qual é a diferença entre me controlar perante meu medo e controlar meu medo? Meu medo não está dentro de mim? Se eu me controlar automaticamente não estarei controlando meu medo?"
        A resposta para todas as perguntas é uma simples quesão de ponto de vista. Nós humanos reles mortais temos uma tendência bem interessante de antropomorfizar tudo, nós damos características humanas à nossos sentimentos, e transformamos eles em símbolos, transformando-os, aos nossos olhos, em entidades externas à nós, quando na verdade eles são apenas reflexos de nossas camadas mais sutis. Sendo assim, quando você controla a si mesmo diante de seu medo, você está encarando ele como uma entidade externa à você, isso faz com que seu ego tenha mais força para combater e superar o medo, quando na verdade o que você está fazendo é simplesmente superando a si mesmo, porém, de uma forma à qual sua cabeça não dê nenhum nó, já que antropomorfizar é uma tendência humana.
        Usar essa ferramenta pode parecer auto-ilusão, mas na verdade é uma forma sutil de convencer a si mesmo de forma que não vá de encontro com a natureza humana, assim a evolução ocorre em harmonia e equilíbrio até que seu psiquismo entenda o que está sendo feito e supere este aparato. 
        Há também àqueles que se sentem prontos para encarar a verdade e penetrar um pouco mais fundo na toca do coelho (também chamada de subconsciente), para estas pessoas, eu sugiro cautela, a vida não foi feita para ser olhada aos olhos completamente nús, mas se você quer tirar o véu e se aprofundar em si mesmo, eu admiro sua coragem e lhe desejo sorte, neste caso, acho que a ferramenta proposta acima se faz ainda mais necessária.
        Seja como for, o importante é buscar sempre a auto-superação.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Novo Ano

        Os fogos ainda estouram nos céus, o ano mal começou e eu já me sinto muito confiante, bem otimista com as promessas para este 2013.
        O 2012 que terminou levou consigo muitas experiências inovadoras e proporcionou várias lições muito valiosas, inesquecíveis, inestimáveis! Muito foi aprendido, muito foi vivido, um crescimento exponencial foi adquirido. Experiências duras e sofridas, emocionantes porque não dizer, mas todas muito valiosas para uma nova evolução.
        Uma sensação saudosista ainda se anima dentro de mim, saudade das partes boas, saudade da espiritualidade exercitada, saudade das decisões tomadas, saudade até mesmo da leve dor que o ano deixou. Uma dor necessária para fazer crescer a novas idéias, necessária para o despertar de novos horizontes.
        O novo não pode nascer se o velho não morrer, e assim a roda continua girando em seu ciclo constante. O ânimo e a empolgação se fazem cada vez mais presentes neste novo ano, ânimo para aprender, empolgação para continuar a persistir sem nunca desistir.
        A busca pela felicidade nos leva de encontro à tristezas, mas uma vez que seus olhos estão bem abertos torna-se impossível ver apenas um lado da moeda.
        Espero profundamente que 2013 seja repleto não apenas de positividade, mas cheio de equilíbrio, porque apenas com o equilíbrio é possível crescer verdadeiramente.