sexta-feira, 3 de maio de 2013

Reflexões sobre o Tudo e o Nada


Reflexões sobre o Tudo e o Nada (dia 03/05/2013 às 03:20)

O pensamento comum sobre Tudo e Nada é de antagonismo, porém eu pretendo, com toda a humildade, levantar uma nova forma de pensar que por consequência tende a mostrar que esta linha de pensamento é errônea.

O pensamento comum é antagônico, referenciando o Tudo e o Nada como forças opostas e, portanto, expressando um movimento de dualidade polar entre as duas forças. A condição de polaridade não se aplica à esta ideia, visto que polaridades são forças opostas que através de uma determinada interação resultam em uma força absoluta. O Tudo é uma força absoluta e, portanto, não pode ser um polo dual com o Nada.

Um exemplo que ilustra perfeitamente a ideia que estou expressando é o Dia. O dia é uma unidade absoluta de tempo, porém o dia é composto por dois estágios que compõem uma dualidade polar que são a manhã e a noite. Cada um destes estágios exerce uma determinada influência na natureza (e consequentemente em nós) e por isso, a manhã e a noite, são estágios que expressam polaridades distintas. É através da interação destas duas polaridades, que chamaremos de manhã e noite, que o Dia, como unidade absoluta de tempo, existe. O Dia é relativo, assim como o tempo, porém é absoluto neste plano.

Quando falamos de planos, falamos de condições de existência distintas, por exemplo: Dia, Mês, Ano, Década, Século, Milênios, etc. Estes são planos de existência temporal. Os planos são distintos, porém não são independentes, e estão inseridos uns dentro dos outros: Um milênio é composto por séculos, que por sua vez é composto por décadas, que é composto por anos que é composto por meses, que por sua vez é composto por dias. Cada uma destas medidas de tempo são absolutas em seus devidos planos.

Voltando a falar sobre a polaridade dual, nós admitimos que é a interação entre polaridades distintas que fazem o absoluto se manifestar, sendo assim chegamos à refletir que o Tudo é uma unidade absoluta, pois o tudo, por mais obvio que pareça, é TUDO, 100%. E se ele é 100% ele é tudo que existe, tudo que existiu, tudo que vai existir, e portanto é tudo que também não existe (já que o que existiu e o que vai existir, de fato, não existem!). O Nada é a ausência de algo. O Nada não pode ser a ausência de Tudo, porque o nada está incluído no tudo.

Pitágoras dizia que tudo é número, sendo assim entendemos que o número, como um símbolo, é capaz de representar tudo, ou seja, 100%. É impossível dizermos todos os números que existem porque números são infinitos, assim como o Tudo. É igualmente impossível dizermos os números que não existem, pois sendo os números infinitos, não possuem limitações de existência. Pensando desta forma, concluímos que Zero é um número importantíssimo para a matemática, pois o zero representa, simbolicamente, o Nada (O símbolo do zero é um círculo que delimita uma área vazia, e em alguns casos possui uma barra contando-o que expressa ideia de inexistência, negação). Bom, se o zero é o Nada, e o zero é um número, e os números fazem parte de Tudo, temos uma comprovação conclusiva de que o Nada é parte do Tudo.

Em analogia com o que expliquei sobre os planos de existência, podemos dizer que o Nada, assim como o Zero, é também uma unidade absoluta em seu devido plano de existência. Assim como o mês é composto por dias, o Tudo também é composto por Nada. Na matemática nós temos estes conceitos muito bem representados com o estudo dos conjuntos, então matematicamente falando nós podemos dizer que o Tudo contém o Nada, e o Nada está contido no Tudo.

Refletindo sobre as ideias acima, devo concluir que, como disse anteriormente, o Tudo e o Nada não são forças opostas, duais e polares, mas sim unidades absolutas em seus devidos planos de existência.

A matemática é perfeita e exata. Assim como a matemática o Cosmos é perfeito e absoluto, é Tudo pois tudo é Cosmos.

Reflexões sobre o ateísmo


Reflexões sobre o ateísmo (dia 25/04/2013 às 17:40)

Como pode alguém não crer em absolutamente nada? Ele não crê no potencial evolutivo que ele possui? Ou será que ele subestima este potencial?

Se nós entendermos que ateu é aquele que não crê na existência e atuação de nenhuma força superior então estamos entendendo que o ateu não crê na força da gravidade, não crê na lei da ação e reação e não crê nas forças com as quai
s a ciência trabalha, pois assume-se que todas estas forças estão além da capacidade do homem de transcendê-las por si próprio e por isso lhe são superiores.

Se entendermos que ateu é alguém que não acredita na existência de Deus, devemos então ter a clareza de pensamento de entender que o termo Deus é associado, desde sua origem, à essência, ao potencial divino de criação, ou “Criador” como chamam. Sendo assim admitimos que os ateus não acreditam em um potencial criador que pode ou não ser antropomórfico (o que varia de crença para crença e de ponto de vista para ponto de vista). Neste caso devemos entender que o ateu é uma pessoa que não reconhece o potencial criador natural na raça humana e acredita em sorte, azar e coincidência. 

O estudo das leis naturais às quais chamamos de ciência veio ao longo das eras, conforme sua evolução gradual, nos mostrando que vários efeitos que o homem acreditava ser fruto de sorte, azar ou coincidência, eram na verdade reações, efeitos movidos por ações causais que por sua vez eram oriundos de outras ações, com isso devemos supor que sorte, azar e coincidência são termos usados popularmente para representar causas ás quais nós não temos o devido conhecimento, ainda.

Caímos em um erro se não admitimos que a verdadeira fé só pode existir baseada em um conhecimento de causa, e que a fé sem este conhecimento de causa é arraigada em um fundamentalismo que beira o fanatismo (seja ele religioso ou não). A fé também pode se basear em credibilidade e/ou confiança em alguém ou em algo, porém esta credibilidade ou confiança se baseiam por sua vez na suposição de que há um conhecimento de causa que fortaleça estes fatores, suposição esta que pode ou não ter real procedência. Com isso, devemos entender que a fé e crença são coisas distintas pois a fé transcende a crença. A crença é uma forma de especulação quando ainda não há certeza sobre algo, há ainda apenas a desconfiança e a suposição; enquanto a fé é certeza, é a crença com provas, a certeza nas possibilidades e nas causas que produzem os efeitos.

Analisando estes conceitos eu devo supor, por mais óbvio que possa parecer, que o ateu é alguém que possui pouca fé, isto é: Não possui conhecimento de causa das leis naturais e por algum motivo (que varia em cada indivíduo) volta-se contra este conhecimento negando a existência de algo que ele sequer compreende. Ainda neste âmbito eu devo concluir que o ateu é alguém que além de carecer de conhecimento também é alguém que possui uma grande capacidade para tornar-se um livre pensador, mas acaba por limitar a si mesmo quando nega teorias e hipóteses sem ao menos realizar uma mera especulação, e neste ponto ele pode (mas não deve) ser comparado a um ignorante, pois ignora que há fatores que vão além de sua compreensão e não faz nenhum esforço para compreender tais fatores, limitando-se em uma visão estreita de pura negação.

Para concluir, acredito que o ateu seja alguém que passe por uma fase de negação em sua existência, mas possui todo o potencial intelectual e sensibilidade para transcender esta condição.