A dor que se manifesta no íntimo vem logo depois do vazio de existir. O humor muda e quando isso acontece é preciso um ínfimo olhar, um pequeno sorriso sínico, desprezível e velado para trazer a solidão e o vazio.
Como uma navalha que corta o ego ela vem e não se mostra, deixando a ferida aberta, o nervo exposto pronto para ter sua sensibilidade usada na vil arte de torturar a si mesmo pelo que se faz e pelo que se deixou de fazer.
Lidar com suas escolhas torna-se uma tortura ácida e causticante, cruel e sem comparação. Quando um grande esforço é feito, quando se cava com as próprias mãos enquanto seu suor se faz lama na terra, e você luta contra as raízes do solo para sair de seu túmulo, do túmulo onde repousa seu Eu, e ao sair por sua lápide e se deparar com a noite, negra, sombria, doente e fria. Ao ver o fracasso de um mundo consumido em cinzas que outrora fora fogo e escuridão.
O metal que perfura o peito é o mesmo que acorrenta a alma em seus grilhões enferrujados. O metal da pútrida existência amaldiçoada e desvirtuosa vergonha de si, do medo corrosivo do fracasso, é açoitado pela ferrugem da esperança, decomposto pela salinidade luminosa do amor, enfraquecido lentamente pelas oportunidades que vem em abundância, uma após a outra, dadas pela infinita vida que há em seus pulmões.
O som corta as nuvens, que se afastam com o grito e deixam o sol resplandecer. De pé, em pé, fora de seu túmulo, com os braços abertos para o leste ele se encontra. Livre, ainda que seja de terra, ele contempla a luz do Rei Astro e encontra em si o perdão que buscava, a força para seguir em frente e andar rumo a Sol, rumo a Si,
Farelos caem, o metal se rompe e a alma se Cristifica em glória por existir. Agora ele não dorme mais o sono do mundo, agora ele caminha com os anjos em sua própria consciência.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Ocultismo, Misticismo e Magia
Ocultismo, misticismo e magia são três termos que trabalham de forma diferentes assuntos semelhantes entre si. Estre três termos são frequentemente trocados e levados ao não entendimento dos propósitos de cada uma destas áreas. Ainda que abordem temas específicos, estas três áreas os abordam de formas diferentes, sob perspectivas diferentes e por isso não devem ser confundidas entre si.
Antes de prosseguir sobre os três temas, é importante ressaltar que estas três áreas de estudo não se relacionam com estudos de forças sobrenaturais, pois sob a perspectiva da ciência o Universo como um todo é a natureza e por isso forças sobrenaturais não possuem lugar nele, sendo assim, tudo que existe no Universo é parte de sua natureza e está sujeito à suas leis fundamentais.
Ocultismo é o estudo de tudo aquilo que está oculto à nossa consciência objetiva, através de símbolos. O uso do símbolo é muito importante para todas as áreas pois nossa consciência objetiva é muito limitada para conceber ideias em seu estado puro (força), por isso usamos símbolos (forma) para representar a ideia à qual estamos estudando, com uma forma fica mais fácil entender o objeto de estudo através de analogias. O ocultismo é o estudo teórico destes símbolos que representam forças que atuam dentro do homem e no universo ao seu redor, sendo assim, o ocultismo estuda forças que são manifestadas pelo homem e forças com as quais o homem intereage. O ocultismo sério é estudado de forma tão criteriosa quanto às ciências convencionais e tem os mesmos objetivos: Entender como o Universo funciona, descobrir a grande verdade, definir e explicar a realidade. É importante ressaltar que neste âmbito o ocultismo não se refere a Deus em seu conceito humano de divindade, cada ocultista deve possuir sua concepção particular sobre suas crenças, ou não-crenças, no divino. Como uma ciência o ocultismo não afirma nem nega a existência de Deus, e não tem a menor pretenção de dizer como o divino é e se comporta.
Místico é àquele que faz seu contato diretamente com Deus, com isso o misticismo é o estudo das leis divinas. O místico vê a divindade em seus aspectos mais variados e descobre a totalidade na unicidade, ele entende que independente de religião, dogmas ou crenças, Deus é uma única força que se manifesta de várias formas e está presente em cada ser. O misticismo não depende de religião, transcendendo a crença religiosa, é exatamente por este motivo que existem místicos das mais variadas religiões e místicos que não seguem nenhuma religião. Valores como a tolerância, harmonia, fraternidade, igualdade e a liberdade são amplamente exercitados entre os místicos pois eles entendem perfeitamente que independente de crença, etinia, condição financeira e sexualidade, todos possuem os mesmos direitos pois todos são iguais perante o divino. O misticismo estuda também sobre a alma humana e a alma universal. Cada místico reconhece seu próprio caminho e busca sempre percorrer sua senda com maestria na tentativa de se aperfeiçoar para estar cada vez em maior comunhão com o divino, conforme suas próprias concepções.
Magia, como vários especialistas no assunto definem, é a arte de alterar a realidade conforme a vontade. Sendo assim nós podemos entender que todo ato consciente é um ato de magia, pois ações conscientes criam reações (alterações na realidade) conforme a vontade de quem faz a ação. O estudo da magia trata-se do estudo sobre conjuntos de técnicas que possibilitem o operador (mago) a direcionar suas energias sitis para realizar sua vontade, neste âmbito a magia é a prática do ocultismo, pois sem o conhecimento dos estudos ocultistas não é possível realizar a magia verdadeira. Fora isso, todo o resto é superstição, enganação, ilusionismo ou prestidigitação. A prática da magia requer uma grande disciplina e força de vontade por parte do mago, o treinamento mágico não é fácil e a execução perfeita das técnicas não vem do dia para a noite, o estudo prático da magia é um caminho que requer dedicação, comprometimento e força de vontade para seguir em frente e fazer seu próprio destino, por mais difícil que sejam os obstáculos, sucesso é sempre a única possibilidade.
Antes de prosseguir sobre os três temas, é importante ressaltar que estas três áreas de estudo não se relacionam com estudos de forças sobrenaturais, pois sob a perspectiva da ciência o Universo como um todo é a natureza e por isso forças sobrenaturais não possuem lugar nele, sendo assim, tudo que existe no Universo é parte de sua natureza e está sujeito à suas leis fundamentais.
Ocultismo é o estudo de tudo aquilo que está oculto à nossa consciência objetiva, através de símbolos. O uso do símbolo é muito importante para todas as áreas pois nossa consciência objetiva é muito limitada para conceber ideias em seu estado puro (força), por isso usamos símbolos (forma) para representar a ideia à qual estamos estudando, com uma forma fica mais fácil entender o objeto de estudo através de analogias. O ocultismo é o estudo teórico destes símbolos que representam forças que atuam dentro do homem e no universo ao seu redor, sendo assim, o ocultismo estuda forças que são manifestadas pelo homem e forças com as quais o homem intereage. O ocultismo sério é estudado de forma tão criteriosa quanto às ciências convencionais e tem os mesmos objetivos: Entender como o Universo funciona, descobrir a grande verdade, definir e explicar a realidade. É importante ressaltar que neste âmbito o ocultismo não se refere a Deus em seu conceito humano de divindade, cada ocultista deve possuir sua concepção particular sobre suas crenças, ou não-crenças, no divino. Como uma ciência o ocultismo não afirma nem nega a existência de Deus, e não tem a menor pretenção de dizer como o divino é e se comporta.
Místico é àquele que faz seu contato diretamente com Deus, com isso o misticismo é o estudo das leis divinas. O místico vê a divindade em seus aspectos mais variados e descobre a totalidade na unicidade, ele entende que independente de religião, dogmas ou crenças, Deus é uma única força que se manifesta de várias formas e está presente em cada ser. O misticismo não depende de religião, transcendendo a crença religiosa, é exatamente por este motivo que existem místicos das mais variadas religiões e místicos que não seguem nenhuma religião. Valores como a tolerância, harmonia, fraternidade, igualdade e a liberdade são amplamente exercitados entre os místicos pois eles entendem perfeitamente que independente de crença, etinia, condição financeira e sexualidade, todos possuem os mesmos direitos pois todos são iguais perante o divino. O misticismo estuda também sobre a alma humana e a alma universal. Cada místico reconhece seu próprio caminho e busca sempre percorrer sua senda com maestria na tentativa de se aperfeiçoar para estar cada vez em maior comunhão com o divino, conforme suas próprias concepções.
Magia, como vários especialistas no assunto definem, é a arte de alterar a realidade conforme a vontade. Sendo assim nós podemos entender que todo ato consciente é um ato de magia, pois ações conscientes criam reações (alterações na realidade) conforme a vontade de quem faz a ação. O estudo da magia trata-se do estudo sobre conjuntos de técnicas que possibilitem o operador (mago) a direcionar suas energias sitis para realizar sua vontade, neste âmbito a magia é a prática do ocultismo, pois sem o conhecimento dos estudos ocultistas não é possível realizar a magia verdadeira. Fora isso, todo o resto é superstição, enganação, ilusionismo ou prestidigitação. A prática da magia requer uma grande disciplina e força de vontade por parte do mago, o treinamento mágico não é fácil e a execução perfeita das técnicas não vem do dia para a noite, o estudo prático da magia é um caminho que requer dedicação, comprometimento e força de vontade para seguir em frente e fazer seu próprio destino, por mais difícil que sejam os obstáculos, sucesso é sempre a única possibilidade.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Reflexões sobre o Tudo e o Nada
Reflexões
sobre o Tudo e o Nada (dia 03/05/2013 às 03:20)
O
pensamento comum sobre Tudo e Nada é de antagonismo, porém eu pretendo, com
toda a humildade, levantar uma nova forma de pensar que por consequência tende
a mostrar que esta linha de pensamento é errônea.
O
pensamento comum é antagônico, referenciando o Tudo e o Nada como forças
opostas e, portanto, expressando um movimento de dualidade polar entre as duas
forças. A condição de polaridade não se aplica à esta ideia, visto que
polaridades são forças opostas que através de uma determinada interação resultam
em uma força absoluta. O Tudo é uma força absoluta e, portanto, não pode ser um
polo dual com o Nada.
Um
exemplo que ilustra perfeitamente a ideia que estou expressando é o Dia. O dia
é uma unidade absoluta de tempo, porém o dia é composto por dois estágios que
compõem uma dualidade polar que são a manhã e a noite. Cada um destes estágios
exerce uma determinada influência na natureza (e consequentemente em nós) e por
isso, a manhã e a noite, são estágios que expressam polaridades distintas. É
através da interação destas duas polaridades, que chamaremos de manhã e noite,
que o Dia, como unidade absoluta de tempo, existe. O Dia é relativo, assim como
o tempo, porém é absoluto neste plano.
Quando
falamos de planos, falamos de condições de existência distintas, por exemplo:
Dia, Mês, Ano, Década, Século, Milênios, etc. Estes são planos de existência
temporal. Os planos são distintos, porém não são independentes, e estão inseridos uns dentro dos
outros: Um milênio é composto por séculos, que por sua vez é composto por
décadas, que é composto por anos que é composto por meses, que por sua vez é
composto por dias. Cada uma destas medidas de tempo são absolutas em seus
devidos planos.
Voltando
a falar sobre a polaridade dual, nós admitimos que é a interação entre
polaridades distintas que fazem o absoluto se manifestar, sendo assim chegamos
à refletir que o Tudo é uma unidade absoluta, pois o tudo, por mais obvio que
pareça, é TUDO, 100%. E se ele é 100% ele é tudo que existe, tudo que
existiu, tudo que vai existir, e portanto é tudo que também não existe (já
que o que existiu e o que vai existir, de fato, não existem!). O Nada é a
ausência de algo. O Nada não pode ser a ausência de Tudo, porque o nada está
incluído no tudo.
Pitágoras
dizia que tudo é número, sendo assim entendemos que o número, como um símbolo,
é capaz de representar tudo, ou seja, 100%. É impossível dizermos todos os
números que existem porque números são infinitos, assim como o Tudo. É igualmente impossível dizermos os números que não existem, pois sendo os números infinitos, não possuem limitações de existência. Pensando
desta forma, concluímos que Zero é um número importantíssimo para a matemática,
pois o zero representa, simbolicamente, o Nada (O símbolo do zero é um círculo que delimita uma área vazia, e em alguns casos possui uma barra contando-o que expressa ideia de inexistência, negação). Bom, se o zero é o Nada, e o
zero é um número, e os números fazem parte de Tudo, temos uma comprovação conclusiva de que o
Nada é parte do Tudo.
Em
analogia com o que expliquei sobre os planos de existência, podemos dizer que o
Nada, assim como o Zero, é também uma unidade absoluta em seu devido plano de
existência. Assim como o mês é composto por dias, o Tudo também é composto por
Nada. Na matemática nós temos estes conceitos muito bem representados com o
estudo dos conjuntos, então matematicamente falando nós podemos dizer que o
Tudo contém o Nada, e o Nada está contido no Tudo.
Refletindo
sobre as ideias acima, devo concluir que, como disse anteriormente, o Tudo e o
Nada não são forças opostas, duais e polares, mas sim unidades absolutas em
seus devidos planos de existência.
A
matemática é perfeita e exata. Assim como a matemática o Cosmos é perfeito e
absoluto, é Tudo pois tudo é Cosmos.
Reflexões sobre o ateísmo
Reflexões sobre o ateísmo (dia 25/04/2013 às 17:40)
Como pode alguém não crer em absolutamente nada? Ele não crê no potencial evolutivo que ele possui? Ou será que ele subestima este potencial?
Se nós entendermos que ateu é aquele que não crê na existência e atuação de nenhuma força superior então estamos entendendo que o ateu não crê na força da gravidade, não crê na lei da ação e reação e não crê nas forças com as quais a ciência trabalha, pois assume-se que todas estas forças estão além da capacidade do homem de transcendê-las por si próprio e por isso lhe são superiores.
Se entendermos que ateu é alguém que não acredita na existência de Deus, devemos então ter a clareza de pensamento de entender que o termo Deus é associado, desde sua origem, à essência, ao potencial divino de criação, ou “Criador” como chamam. Sendo assim admitimos que os ateus não acreditam em um potencial criador que pode ou não ser antropomórfico (o que varia de crença para crença e de ponto de vista para ponto de vista). Neste caso devemos entender que o ateu é uma pessoa que não reconhece o potencial criador natural na raça humana e acredita em sorte, azar e coincidência.
O estudo das leis naturais às quais chamamos de ciência veio ao longo das eras, conforme sua evolução gradual, nos mostrando que vários efeitos que o homem acreditava ser fruto de sorte, azar ou coincidência, eram na verdade reações, efeitos movidos por ações causais que por sua vez eram oriundos de outras ações, com isso devemos supor que sorte, azar e coincidência são termos usados popularmente para representar causas ás quais nós não temos o devido conhecimento, ainda.
Caímos em um erro se não admitimos que a verdadeira fé só pode existir baseada em um conhecimento de causa, e que a fé sem este conhecimento de causa é arraigada em um fundamentalismo que beira o fanatismo (seja ele religioso ou não). A fé também pode se basear em credibilidade e/ou confiança em alguém ou em algo, porém esta credibilidade ou confiança se baseiam por sua vez na suposição de que há um conhecimento de causa que fortaleça estes fatores, suposição esta que pode ou não ter real procedência. Com isso, devemos entender que a fé e crença são coisas distintas pois a fé transcende a crença. A crença é uma forma de especulação quando ainda não há certeza sobre algo, há ainda apenas a desconfiança e a suposição; enquanto a fé é certeza, é a crença com provas, a certeza nas possibilidades e nas causas que produzem os efeitos.
Analisando estes conceitos eu devo supor, por mais óbvio que possa parecer, que o ateu é alguém que possui pouca fé, isto é: Não possui conhecimento de causa das leis naturais e por algum motivo (que varia em cada indivíduo) volta-se contra este conhecimento negando a existência de algo que ele sequer compreende. Ainda neste âmbito eu devo concluir que o ateu é alguém que além de carecer de conhecimento também é alguém que possui uma grande capacidade para tornar-se um livre pensador, mas acaba por limitar a si mesmo quando nega teorias e hipóteses sem ao menos realizar uma mera especulação, e neste ponto ele pode (mas não deve) ser comparado a um ignorante, pois ignora que há fatores que vão além de sua compreensão e não faz nenhum esforço para compreender tais fatores, limitando-se em uma visão estreita de pura negação.
Para concluir, acredito que o ateu seja alguém que passe por uma fase de negação em sua existência, mas possui todo o potencial intelectual e sensibilidade para transcender esta condição.
Como pode alguém não crer em absolutamente nada? Ele não crê no potencial evolutivo que ele possui? Ou será que ele subestima este potencial?
Se nós entendermos que ateu é aquele que não crê na existência e atuação de nenhuma força superior então estamos entendendo que o ateu não crê na força da gravidade, não crê na lei da ação e reação e não crê nas forças com as quais a ciência trabalha, pois assume-se que todas estas forças estão além da capacidade do homem de transcendê-las por si próprio e por isso lhe são superiores.
Se entendermos que ateu é alguém que não acredita na existência de Deus, devemos então ter a clareza de pensamento de entender que o termo Deus é associado, desde sua origem, à essência, ao potencial divino de criação, ou “Criador” como chamam. Sendo assim admitimos que os ateus não acreditam em um potencial criador que pode ou não ser antropomórfico (o que varia de crença para crença e de ponto de vista para ponto de vista). Neste caso devemos entender que o ateu é uma pessoa que não reconhece o potencial criador natural na raça humana e acredita em sorte, azar e coincidência.
O estudo das leis naturais às quais chamamos de ciência veio ao longo das eras, conforme sua evolução gradual, nos mostrando que vários efeitos que o homem acreditava ser fruto de sorte, azar ou coincidência, eram na verdade reações, efeitos movidos por ações causais que por sua vez eram oriundos de outras ações, com isso devemos supor que sorte, azar e coincidência são termos usados popularmente para representar causas ás quais nós não temos o devido conhecimento, ainda.
Caímos em um erro se não admitimos que a verdadeira fé só pode existir baseada em um conhecimento de causa, e que a fé sem este conhecimento de causa é arraigada em um fundamentalismo que beira o fanatismo (seja ele religioso ou não). A fé também pode se basear em credibilidade e/ou confiança em alguém ou em algo, porém esta credibilidade ou confiança se baseiam por sua vez na suposição de que há um conhecimento de causa que fortaleça estes fatores, suposição esta que pode ou não ter real procedência. Com isso, devemos entender que a fé e crença são coisas distintas pois a fé transcende a crença. A crença é uma forma de especulação quando ainda não há certeza sobre algo, há ainda apenas a desconfiança e a suposição; enquanto a fé é certeza, é a crença com provas, a certeza nas possibilidades e nas causas que produzem os efeitos.
Analisando estes conceitos eu devo supor, por mais óbvio que possa parecer, que o ateu é alguém que possui pouca fé, isto é: Não possui conhecimento de causa das leis naturais e por algum motivo (que varia em cada indivíduo) volta-se contra este conhecimento negando a existência de algo que ele sequer compreende. Ainda neste âmbito eu devo concluir que o ateu é alguém que além de carecer de conhecimento também é alguém que possui uma grande capacidade para tornar-se um livre pensador, mas acaba por limitar a si mesmo quando nega teorias e hipóteses sem ao menos realizar uma mera especulação, e neste ponto ele pode (mas não deve) ser comparado a um ignorante, pois ignora que há fatores que vão além de sua compreensão e não faz nenhum esforço para compreender tais fatores, limitando-se em uma visão estreita de pura negação.
Para concluir, acredito que o ateu seja alguém que passe por uma fase de negação em sua existência, mas possui todo o potencial intelectual e sensibilidade para transcender esta condição.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Doce Mistério da Vida
Minha vida que parece muito calma
Tem segredos que eu não posso revelar
Escondidos bem no fundo de minh'alma
Não transparecem nem sequer em um olhar
Vive sempre conversando à sós comigo
Uma voz eu escuto com fervor
Escolheu meu coração pra seu abrigo
E dele fez um roseiral em flor
A ninguém revelarei o meu segredo
E nem direi quem é o meu amor
- Maria Bethânia
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Medo da Liberdade
A coragem, que do medo nasce, recusa-se à nascer.
O medo impera e governa sob o teu ser.
A verdade, assim como a vida, é muito almejada
Mas em verdade, a verdade é muito mal interpretada.
A verdade, querida, desejada e até mesmo aclamada.
É buscada com afinco e empenho até ser encontrada.
Localizada, constatada e observada, novamente é mal interpretada. Negada, renegada e repudiada a verdade é, ao ser contemplada.
Pelo medo perdida ela é, para novamente ser buscada.
Eludida e iludida, muito questionada e pouco entendida.
A verdade é uma só, por mais que subjetiva.
A verdade é a liberdade. Liberdade é o que dá medo.
Não ter a quem culpar por suas falhas.
Aceitar e reconhecer as próprias imperfeições.
Liberdade é, antes de mais nada, assumir a própria condição.
Seja ela qual for.
O medo impera e governa sob o teu ser.
A verdade, assim como a vida, é muito almejada
Mas em verdade, a verdade é muito mal interpretada.
A verdade, querida, desejada e até mesmo aclamada.
É buscada com afinco e empenho até ser encontrada.
Localizada, constatada e observada, novamente é mal interpretada. Negada, renegada e repudiada a verdade é, ao ser contemplada.
Pelo medo perdida ela é, para novamente ser buscada.
Eludida e iludida, muito questionada e pouco entendida.
A verdade é uma só, por mais que subjetiva.
A verdade é a liberdade. Liberdade é o que dá medo.
Não ter a quem culpar por suas falhas.
Aceitar e reconhecer as próprias imperfeições.
Liberdade é, antes de mais nada, assumir a própria condição.
Seja ela qual for.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Medo
Todo mundo já sentiu medo em algum momento da vida, por causa dos mais variados motivos. O medo é um dos sentimentos mais poderosos que existem no Homem, porém ele é um sentimento muito mal interpretado.
O medo é um combustível, a matéria prima para que outros sentimentos possam nascer. É através do medo que sentimentos de polaridade negativa, como raiva, ira, ódio, frustração, reclusão, exclusão, inveja e timidez, nascem e crescem. O medo alimenta esses sentimentos como uma mãe alimenta seu filho recém-nascido, e quando a pessoa menos espera ela já está manifestando tais sentimentos de baixa vibração.
Sendo um combustível para vários sentimentos negativos, o medo também pode ser um gerador de boas vibrações e um estimulador de bons sentimentos. A expansão das relações interpessoais pode se dar através do medo de ser excluído socialmente no meio em que se vive, a corrida pela vitória se dá por causa do medo da derrota, a coragem para se enfrentar uma situação nasce do medo de fracassar perante o desafio que nos é imposto; até mesmo o amor, um sentimento tão mal compreendido quanto o medo, pode nascer do medo de ser incapaz de amar, ou do medo de não ser amado.
Como é possível ver, o medo é uma ferramenta muito poderosa. É o medo que aguça os instintos mais primitivos do Homem, é o medo da fome que levou o homem primitivo à caçar, é o medo da morte que leva o Homem moderno à buscar uma vida intensa. O medo não é apenas um combustível para sentimentos, mas também uma poderosa ferramenta nas mãos do sábio, porque é atravéz do medo, e da superação do medo, que se alcança a transformação de um fracassado em um vitorioso!
Muitas pessoas culpam o medo que sentem por não compreendê-lo perfeitamente, muitas pessoas chegam até mesmo a mentir para si mesmas e tentar negar o próprio medo, na vã tentativa de fortalecer seu ego com uma falsa sensação de vitória, e estas mesmas pessoas se compadecem em dor e frustração quando percebem que por mais que mascarem seus medos, eles ainda estão lá, vivos e vibrantes, crescendo cada vez mais dentro delas.
Controlar seu próprio medo é algo muito difícil, é tão efêmero quanto querer controlar o amor que se sente, ou limitar uma paixão que transborda dentro de si. Controlar o medo não é uma opção sábia, mas controlar a si mesmo diante de seus medos, esta sim é uma opção válida e que tende a ser muito mais bem sucedida.
Então você deve se perguntar: "Mas qual é a diferença entre me controlar perante meu medo e controlar meu medo? Meu medo não está dentro de mim? Se eu me controlar automaticamente não estarei controlando meu medo?"
A resposta para todas as perguntas é uma simples quesão de ponto de vista. Nós humanos reles mortais temos uma tendência bem interessante de antropomorfizar tudo, nós damos características humanas à nossos sentimentos, e transformamos eles em símbolos, transformando-os, aos nossos olhos, em entidades externas à nós, quando na verdade eles são apenas reflexos de nossas camadas mais sutis. Sendo assim, quando você controla a si mesmo diante de seu medo, você está encarando ele como uma entidade externa à você, isso faz com que seu ego tenha mais força para combater e superar o medo, quando na verdade o que você está fazendo é simplesmente superando a si mesmo, porém, de uma forma à qual sua cabeça não dê nenhum nó, já que antropomorfizar é uma tendência humana.
Usar essa ferramenta pode parecer auto-ilusão, mas na verdade é uma forma sutil de convencer a si mesmo de forma que não vá de encontro com a natureza humana, assim a evolução ocorre em harmonia e equilíbrio até que seu psiquismo entenda o que está sendo feito e supere este aparato.
Há também àqueles que se sentem prontos para encarar a verdade e penetrar um pouco mais fundo na toca do coelho(também chamada de subconsciente), para estas pessoas, eu sugiro cautela, a vida não foi feita para ser olhada aos olhos completamente nús, mas se você quer tirar o véu e se aprofundar em si mesmo, eu admiro sua coragem e lhe desejo sorte, neste caso, acho que a ferramenta proposta acima se faz ainda mais necessária.
Há também àqueles que se sentem prontos para encarar a verdade e penetrar um pouco mais fundo na toca do coelho
Seja como for, o importante é buscar sempre a auto-superação.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Novo Ano
Os fogos ainda estouram nos céus, o ano mal começou e eu já me sinto muito confiante, bem otimista com as promessas para este 2013.
O 2012 que terminou levou consigo muitas experiências inovadoras e proporcionou várias lições muito valiosas, inesquecíveis, inestimáveis! Muito foi aprendido, muito foi vivido, um crescimento exponencial foi adquirido. Experiências duras e sofridas, emocionantes porque não dizer, mas todas muito valiosas para uma nova evolução.
Uma sensação saudosista ainda se anima dentro de mim, saudade das partes boas, saudade da espiritualidade exercitada, saudade das decisões tomadas, saudade até mesmo da leve dor que o ano deixou. Uma dor necessária para fazer crescer a novas idéias, necessária para o despertar de novos horizontes.
O novo não pode nascer se o velho não morrer, e assim a roda continua girando em seu ciclo constante. O ânimo e a empolgação se fazem cada vez mais presentes neste novo ano, ânimo para aprender, empolgação para continuar a persistir sem nunca desistir.
A busca pela felicidade nos leva de encontro à tristezas, mas uma vez que seus olhos estão bem abertos torna-se impossível ver apenas um lado da moeda.
Espero profundamente que 2013 seja repleto não apenas de positividade, mas cheio de equilíbrio, porque apenas com o equilíbrio é possível crescer verdadeiramente.
O 2012 que terminou levou consigo muitas experiências inovadoras e proporcionou várias lições muito valiosas, inesquecíveis, inestimáveis! Muito foi aprendido, muito foi vivido, um crescimento exponencial foi adquirido. Experiências duras e sofridas, emocionantes porque não dizer, mas todas muito valiosas para uma nova evolução.
Uma sensação saudosista ainda se anima dentro de mim, saudade das partes boas, saudade da espiritualidade exercitada, saudade das decisões tomadas, saudade até mesmo da leve dor que o ano deixou. Uma dor necessária para fazer crescer a novas idéias, necessária para o despertar de novos horizontes.
O novo não pode nascer se o velho não morrer, e assim a roda continua girando em seu ciclo constante. O ânimo e a empolgação se fazem cada vez mais presentes neste novo ano, ânimo para aprender, empolgação para continuar a persistir sem nunca desistir.
A busca pela felicidade nos leva de encontro à tristezas, mas uma vez que seus olhos estão bem abertos torna-se impossível ver apenas um lado da moeda.
Espero profundamente que 2013 seja repleto não apenas de positividade, mas cheio de equilíbrio, porque apenas com o equilíbrio é possível crescer verdadeiramente.
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